Denúncia contra presidente Gilmar Pollum é arquivada

por Anna Carolina Azêdo publicado 14/05/2026 20h21, última modificação 14/05/2026 20h21

Diversos projetos foram analisados pelos vereadores durante a sessão da Câmara Municipal de São Bento do Sul desta quinta-feira (14).

Logo nos primeiros momentos da sessão, a comissão processante que avaliou a denúncia feita pelo Executivo em abril deste ano, apontando quebra de decoro do presidente Gilmar Pollum, leu o relatório com as considerações sobre a representação. Em resumo, a vereadora Terezinha Dybas, relatora da comissão, diante das nulidades apontadas, optou pelo arquivamento da denúncia . Todos os vereadores votaram nominalmente e foram favoráveis ao parecer e consequente arquivamento.

Em seguida, os vereadores discutiram e votaram o projeto 253/2026, que autoriza o Poder Executivo Municipal a suplementar e anular dotação do orçamento para pagamento de despesas com pessoal e encargos sociais realocados de todas as Secretarias Municipais. Ele foi aprovado para seguir em regime de urgência na última terça-feira (12), durante a sessão, tendo, então, o prazo de 30 dias para ser votado. Quando o projeto tramita em urgência não há necessidade de passar por duas discussões, como é recomendado pelo regimento interno. “Serão utilizados R$ 6,2 milhões para pagar os RPVs”, comentou Dybas sobre as Requisições de Pequeno Valor, criada para o pagamento rápido de dívidas da administração pública de valores menores.

Já em segunda discussão, no total, três projetos foram discutidos e aprovados, como o 246/2026, que pretende modernizar o uso e a administração dos cemitérios de São Bento do Sul através de uma regulamentação dos locais públicos e particulares e da atualização integral do regulamento vigente. A iniciativa, segundo a vereadora e líder de governo, Terezinha Dybas, deve reorganizar o regime de uso dos espaços, substituindo progressivamente os modelos antigos por permissões temporárias mais adequadas à realidade atual, entre outras medidas. “As leis criadas são da década de 1980 e foram interessantes à época. Agora, precisam atender as exigências atuais”, citou a líder de governo.

Dois projetos passaram por primeira discussão. Um deles é o 232/2026, que busca alterar a nomenclatura de unidades escolares da rede municipal. O Centro de Educação Infantil Tempo Mágico, por ter sido incorporado à Escola Henrique Schwarz, no bairro Schramm, será desativado. O documento também aponta que a Escola Maria Waltrudes de Vasconcellos Kruger, no bairro Oxford, terá a palavra ‘integral’ adicionada à nomenclatura. “As informações precisam estar atualizadas, principalmente para passar pelos meios oficiais, até para que também não haja impasse sobre os recursos repassados à educação”, comentou Terezinha.

Os vereadores Terezinha Dybas, Luiz Neri Pereira e Zuleica Voltolini participaram da Palavra Livre.