Projeto que beneficia o Programa Bolsa Atleta é aprovado em sessão
Discussões e aprovações marcaram a sessão da Câmara de Vereadores de São Bento do Sul desta quinta-feira (26), a última do mês.
O encontro iniciou com a discussão e votação do veto total ao projeto 58/2025, de autoria do vereador Rodrigo Vargas, sobre a obrigatoriedade de comunicação prévia aos moradores, comerciantes e empresários de ruas que receberão a pavimentação, acerca da metragem lateral e da possibilidade ou não de áreas de estacionamento. O vereador comentou que cada parecer jurídico é feito de acordo com um ponto de vista, e que precisa ser respeitado. “Em conversa com o poder Executivo, eles mostraram os motivos pelos quais eles indicam o veto. Mas, durante o diálogo, eles disseram que entenderam a minha preocupação e, quando forem assinar as ordens de asfalto e obras, eles vão avisar os moradores”, afirmou.
Foi aprovado o projeto 197/2026, alterando a lei 4.493, de 29 de novembro de 2021, que diz respeito ao Programa Bolsa Atleta. O documento citou que o intuito da mudança é atualizar e aprimorar a iniciativa, reajustando valores concedidos aos esportistas e ampliando benefícios aos atletas classificados em quarto lugar, fortalecendo as políticas públicas de incentivo ao esporte. “Muitas vezes, o sonho do atleta é tirado dele por conta da questão financeira. Levar o esporte às comunidades e pessoas mais humildes com certeza é uma grande oportunidade”, completou o vereador Vilson da Silva.
A sessão também contou com a Tribuna Popular de Michele Cristina Sennes, professora regente de todos os 4º anos da Escola Municipal Rodolfo Berti, que explanou sobre a contribuição dos povos originários, africanos e europeus, através de um trabalho desenvolvido em sala de aula, reconhecido no município com o primeiro lugar no Prêmio Educar, um momento promovido pela Secretaria de Educação para enaltecer os projetos destaques nas escolas. “O Brasil é resultado de um processo histórico complexo, marcado por encontros, conflitos, intercâmbios culturais e resistência. O projeto partiu da necessidade de valorizar as culturas indígenas e africanas, reconhecer as contribuições na culinária, música, religião, língua e organização social, combater o racismo e outros”, comentou. Com o desenvolvimento do projeto, os alunos analisaram e colocaram no papel as compreensões acerca do tema, criando um livro impresso com textos autorais. “O trabalho envolveu diversas disciplinas e, através dessa integração, a aprendizagem foi aplicada de maneira ampla e contextualizada”, comentou a professora.
Os vereadores Diego Niespodzinski, Vilson da Silva, Joelmir Bogo, Cátia Friedrich, Rodrigo Vargas, Zuleica Voltolini, Terezinha Dybas, Luiz da Luz e Gilmar Pollum participaram da Palavra Livre desta quinta-feira.